terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

A GLOBALIZAÇÃO E O SECTOR TERCIÁRIO DA ECONOMIA

http://fjjeparreira.blogspot.com/






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De:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Setor_terci%C3%A1rio




O sector terciário é definido pela exclusão dos dois outros sectores. Os serviços são definidos na literatura económica convencional como "bens intangíveis".


O sector terciário da economia envolve a prestação de serviços às empresas, bem como aos consumidores finais. Os serviços podem envolver o transporte, distribuição e venda de mercadorias do produtor para um consumidor que pode acontecer no comércio grossista (por atacado) ou de venda directa ao cliente, ou podem envolver a prestação de um serviço, como antiparasitismo ou entretenimento.


Os produtos podem ser transformados no processo de prestação de um serviço, como acontece no restaurante ou em equipamentos da indústria de reparação. No entanto, o foco é sobre as pessoas interagindo com as pessoas e servindo ao consumidor, mais do que a transformação de bens físicos.


Historicamente definido como um sector residual ou improdutivo, apenas complementar aos sectores industrial e agrícola, o sector de serviços passou a receber mais atenção apenas em meados do século XX.


Basicamente o sector terciário é o sector que recebe as matérias do sector secundário e os distribui para o consumidor. Actualmente o sector terciário encontra-se extremamente diversificado. As sociedades mais antigas já conheciam algumas actividades, porém, com a intensa industrialização que nos últimos dois séculos vem ocorrendo praticamente no mundo inteiro, o sector terciário diversificou-se, tornando-se mais complexo. Esse é o sector da economia que mais cresce nas últimas décadas. Os principais tipos de serviço desse sector são as indústrias de bens de serviços como os correios e os mais diversos bens públicos.


Nesse sector terciário observam-se avanços tecnológicos e mudanças estruturais muito importantes. O seu ramo moderno, como o de cadeias de restaurantes, farmácias e lojas de produtos de informática e multimédia requer uma mão-de-obra mais qualificada para o trabalho, o que dificulta o seu desenvolvimento nas regiões mais pobres, carentes desse tipo de mão-de-obra. Tratando-se de sectores com alta elasticidade-renda, por outro lado, verifica-se que o seu desenvolvimento ocorre primeiro nas regiões mais ricas.


O sector terciário, da economia, envolve a comercialização de produtos em geral, e o oferecimento de serviços comerciais, pessoais ou comunitários, a terceiros. Nesse sector há grande ocorrência de problemas, assim como a hipertrofia e a macrocefalia, que são nada mais que o crescimento desordenado, e consequente excesso de mão-de-obra. O sector terciário é, geralmente, a principal fonte de renda dos países desenvolvidos.


O sector terciário é o sector que mais contrata trabalhadores. Tanto profissionais liberais como advogados e médicos quanto profissionais informais como os Vendedores Ambulantes são trabalhadores do sector terciário da economia.


As funções do sector terciário não podem ser realizadas sem o sector secundário (a actividade industrial), que fornece os produtos necessários ao comércio.


Serviços podem ser entendidos como actividades e benefícios que podem ser oferecidos, vendidos, cedidos ou disponibilizados gratuitamente a um dado mercado, acompanhados em maior ou menos escala de aspectos ou pistas de tangibilidade, destinados à satisfação de necessidades e desejos do mercado.


A metodologia de classificação do sector dos serviços definida pela Standard Industrial Classification, classificação esta formulada por especialistas reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), é a seguinte:


[Dentre as 59 divisões de actividade económica, 26 divisões caracterizam o sector de serviços]


• comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas;
• comércio e venda de combustíveis;
• comércio por atacado e representantes comerciais e agentes do comércio;
• comércio de venda e reparação de objectos pessoais e domésticos;
• alojamento e alimentação;
• transporte terrestre;
• transporte marítimo;
• transporte aéreo;
• actividades anexas de transporte e agências de viagem;
• correio e telecomunicações;
• intermediação financeira;
• seguros e previdência complementar;
• actividades auxiliares da intermediação financeira, seguros e previdência complementar;
• actividades imobiliárias;
• aluguer de veículos, máquinas e equipamentos sem condutores ou operadores;
• actividades de informática e serviços relacionados;
• pesquisa e desenvolvimento;
• serviços prestados principalmente às empresas;
• administração pública, defesa e segurança social;
• educação;
• saúde e serviços sociais;
• limpeza urbana e actividades relacionadas;
• actividades associativas;
• actividades recreativas, culturais e desportivas;
• serviços pessoais;
• serviços domésticos e organismos internacionais;



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De:
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071015210646AA8Z1cV



A expansão do sector terciário na era da globalização, também conhecido como sector de "serviços", representa uma das maiores mudanças evolutivas dos países verificadas no século XX. Esse sector costuma ser, normalmente, o sector que mais emprega em diversos países.


Socialmente, neste novo contexto com a incorporação dos novos veículos de comunicação, as sociedades modernas agora funcionam por redes, que se interligam independentemente do território. Há segmentos de São Paulo mais próximos a Nova York do que a áreas mais pobres do Brasil. E há segmentos dos Estados Unidos mais próximos às áreas pobres do Terceiro Mundo do que ao próprio país.


Economicamente, no Brasil, o sector de serviços gera mais de metade da renda nacional, pois corresponde a 54% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002. Fazem parte desse ramo o comércio, o turismo, os serviços financeiros, jurídicos, de informática, comunicação, engenharia, auditoria, consultadoria, propaganda e publicidade, seguro, corretagem, transporte e armazenagem, além das actividades públicas e privadas de defesa, segurança, saúde e educação, entre outros.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2002 os serviços cresceram 1,49%, valor próximo ao do PIB, que avança 1,52%. Todas as atividades, com exceção do transporte (queda de 0,92%), apresentam taxas positivas, destacando-se a expansão de 7,4% do subsector de comunicações, ainda influenciado pelos investimentos realizados após a privatização do sistema Telebrás, prestadora de serviços de telecomunicações, em 1998. No primeiro semestre de 2003, o crescimento dos serviços é de apenas 0,4%, contra 0,3% do PIB. O baixo nível de actividade económica afecta principalmente o desempenho dos subsectores de transportes e comércio, com quedas de 2,9% e 2,7%, respectivamente.



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De: http://www.ahk.org.br/extranet/revista/2004/comen_econ_outubro04_port.pdf




O fenómeno da terciarização, ou seja, a migração para o sector de serviços, é cada vez mais evidente na economia mundial. Trata-se de uma extensão das grandes transformações provocadas pela globalização, que se intensificou nos últimos dois decénios.


A melhora do ambiente económico internacional deve-se reflectir positivamente nos fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE) e de comércio internacional no curto e médio prazos. Os IDEs, que caíram pelo quarto ano consecutivo em 2003, deverão crescer cerca de 8% em 2004 e 2005, impulsionados principalmente pelas operações de fusões e aquisições transfronteiras.


Da mesma forma, o comércio internacional deverá crescer o dobro
do PIB, impulsionado pelos acordos regionais de comércio, pelas estratégias de terciarização (outsourcing) das ETN’s (empresas transnacionais) e ainda pelo crescimento dos serviços prestados no exterior (offshore).


Do ponto de vista estrutural observa-se um processo de migração das actividades do sector primário (agricultura e pecuária) e secundário (indústria) para o sector terciário (serviços). Tradicionalmente, os serviços são considerados como não transaccionáveis, já que implicam uma presença local do prestador. As grandes transformações proporcionadas pela telemática têm produzido uma significativa alteração neste quadro.


Os investimentos directos estrangeiros representam grandes oportunidades de operações offshore, que também ampliam significativamente a sua participação nas exportações dos países.


O sector de serviços já absorve por volta de 60% do stock global
de IDE (de cerca de US$ 4,4 triliões) em comparação aos 49%
em 1990.


Em contrapartida, o sector secundário diminui a sua participação de 42% para 34% no mesmo período, de acordo com dados da UNCTAD (United Nations Conference on Trade and Development).


Esse movimento de terciarização representa grandes oportunidades para os países em desenvolvimento. Na Índia, por exemplo, mais de 60% das exportações efectuadas pelo país estão associadas a serviços de TI, geralmente realizados por filiais locais de grandes corporações transnacionais.


Para o Brasil, esse processo representa igualmente novas perspectivas.
O gasto com profissionais brasileiros especializados é de cerca de um quarto do dos países desenvolvidos. Dada a conhecida criatividade e versatilidade dos técnicos brasileiros, esse diferencial competitivo compensa a vantagem de custo de países como China e Índia, cuja mão-de-obra custa em média a metade da brasileira.


Embora o valor da mão-de-obra seja um factor importante, ele por si só não garante o sucesso em um mercado cada vez mais competitivo. Daí a importância de se estabelecer uma estratégia de atracão e retenção de investimentos.


Nesse sentido, o objectivo da nova política industrial brasileira acerta o foco ao definir o sector de software como um dos principais alvos dos programas de fomento a serem implementados.





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COMENTÁRIO:



O sector económico dos serviços é aquilo que o próprio nome traduz numa linguagem mais popular do entendimento.


Mas, na sua essência, é importante traduzir um seu conceito básico normalmente omitido nos diferentes tipos de discurso sobre este tema que preferem uma linguagem de significado mais técnico; o Sector dos Serviços é uma Consequência da Actividade Económica de um país, e Não uma Causa de Actividade e Produção Económica e de Produção de Riqueza associada.


Daí que, quando se “diz” nos manuais (recorrentemente) que um país será tanto mais rico e desenvolvido quanto maior for o seu sector dos serviços, tal não passa (de facto) de uma falácia de linguagem técnica.


Porque os “Serviços” são uma consequência linear de actividade económica resultante da actividade económica dos outros dois sectores da economia.


Portanto, num país que tenha o sector primário e o sector secundário (essencial e de forma crítica) subdesenvolvidos ou num estado de atrofiamento económico e estrutural, será difícil ou impossível tratar-se de um país desenvolvido; ou mais grave ainda, a expressão “Em Vias de Desenvolvimento” pode ser bastante falaciosa…


Porque o “Sector dos Serviços” existente e certamente hiper-desenvolvido, será uma consequência não do crescimento económico mas sim do atrofiamento económico; sustentado por causas e razões marginais a toda esta problemática; e traduzindo, pois, uma situação de macrocefalia económica dos “serviços” e de atrofiamento dos “Factores de Produção” económica, e de riqueza real do país (naturalmente); ou seja, um atrofiamento de desenvolvimento económico e estrutural.



(…)



Se a globalização em curso é a principal responsável por toda esta situação ??


Não há provas fundamentadas sobre essa questão, que não sejam argumentos de “ideologia” político-partidária e de contestação da “acção política do Governo” (seja ele qual for).


Mas parece certo que a conduta política de governação de um Estado tem grandes e largas culpas sobre toda esta problemática. Contabilizando, da mesma maneira, o papel da acção política de todas as forças (vivas) em presença do cenário político, que com ele interagem directamente provocando alterações de conduta da governação.


E porque, provavelmente, as decisões de acção política de consequência imediata e pouco planeadas e programadas no espaço e no tempo político sejam a prática estratégica mais corrente de governação.


(nos casos em que isso é verdade)




(etc. …………)




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(end of the item)