Porque
será que há pessoas que temem a democracia participativa ??
A
quem, de facto, poderá assustar a participação consciente e voluntária de
cidadãos na conduta da democracia de um Estado ?
Afinal
temos questões paradigmáticas escondidas na nossa memória colectiva de povo de
uma pátria antiga sem grandes dúvidas ou dilemas sociológicos na condução do
leme do (nosso) futuro, e grandes temas entrecruzados com a nossa realidade
política material.
(….)
Mas
porquê tantos problemas e “tanto susto político” com esta questão da construção
pragmática de uma democracia participativa “estendida” ao interior profundo da
comunidade de cidadãos portugueses ??
Será
porque “… a malta política assim não se safa ???...”
E
o que quererá dizer “Isso” de concreto num formato simples, preciso e conciso, e
no contexto institucional do Estado Português ?
Será
que é exactamente aquilo que parece ??
(….)
Ou
talvez não, nem por isso, não parece certo dizer essas coisas de pessoas
responsáveis, impolutas e que manifestam um comportamento político e social irrepreensível;
Serão
apenas (e só) os nossos padrões sociais apreensivos com o (nosso) futuro
colectivo enquanto grupo com interesses estratégicos semelhantes, certamente preocupados
em demasia com a (nossa) comunidade de uma mesma Pátria.
(….)
As
redes sociais enquanto ferramenta participativa na democracia política.
Eis
um problema grave que parece lesar de forma decisiva “alguns” dos nossos
melhores líderes políticos, profissionais interessados a tempo inteiro na
conduta global da sua democracia.
E
esta já descrita preocupação atinge tais dimensões de crise estratégica (muito
para além da questão política do “problema”) que envolve meios e procedimentos “de
emergência” que se poderiam incluir perfeitamente no foro político de
“Segurança e Defesa Nacional”,
Atingindo
tal panaceia proporções improváveis que alcançam condutas normalmente
conhecidas na “toponímica técnica” e profissional como “Controlo de Multidões e
de Tumultos”.
(ou
qualquer coisa no mesmo género enfático…)
Claro
que sou eu a dizer “Isso” (…), mas (normalmente) onde há fumo costuma haver um
fogareiro a funcionar,
Neste
caso “numa espécie” de modelo técnico adaptado a uma realidade concreta factual
mas fictícia de contexto e de seriedade política institucional.
(….)
Claro
que no contexto académico participar em democracia (na perspectiva teórica do
conceito) implica influenciar directamente as decisões políticas;
Por
exemplo, influenciar o resultado da votação de um orçamento autárquico e a
provável consequente sequência normal de se tornarem necessárias alterações de
conteúdo no contexto e na execução orçamental.
Ou
até num escalão político superior ao nível do poder central do Estado;
Sendo
que o Referendo Eleitoral será a mais evidente e poderosa ferramenta no foro e
no âmbito de uma Democracia Participativa.
(….)
Mas
não só,
Hoje
em dia participar no fenómeno político nacional (em particular no caso do Estado
Português) é matéria conseguida a diferentes níveis da vida comum e colectiva
da comunidade.
O
melhor exemplo será o protagonizado pelas “empresas de media” que num nível
corporativo e organizacional tornaram-se poderosos “colossos” de influência
directa na conduta e nos destinos da vida política e estratégica de Portugal e dos
portugueses.
Tudo
numa fisiologia de funcionamento político e estratégico em que o “software
operativo” implantado de forma artificial no sistema se torna num Valor Tóxico
para o regime político, para a democracia e para o Estado de Direito, e para os
interesses da cidadania e dos cidadãos portugueses;
Numa
espécie de concessão política corporativa e intencional fazendo parte
integrante de um processo de intenções pessoal e privado na natureza e no
âmbito da sua dimensão política.
E
talvez porque sejam “Estes” (os interesses Media) os mais prejudicados com o
fenómeno emergente das redes sociais e da participação política e social
indiferenciada da cidadania dos portugueses;
Na
medida provável resultante de “Eles” viverem directamente “Disso” e o negócio político
e económico armado poder estar ameaçado (…),
E
talvez o seu poder político dissolvido, e a capacidade de influenciar
comportamentos e decisões desviada para outros quadrantes de poder.
Embora
tudo muito incompreensível e, aparentemente, patético no seu conteúdo formal de
seriedade política institucional.
Mas
parece certo (sendo assim) que a actuação política da comunidade no campus da
democracia participativa funciona de forma muito clara e nítida de realismo, embora
tudo obedecendo (de forma espontânea) a um perfil de cidadania participativa
agnóstica na perspectiva político-partidária.
(….)
Fiquemos
atentos, pois, ao espectáculo e às cenas dos próximos capítulos.
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