Domingo, 23 de Outubro de 2011

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA E DEMOCRACIA REPRESENTATIVA (II) – A PARTICIPAÇÃO ACTIVA NA DEMOCRACIA DO ESTADO

http://fjjeparreira.blogspot.com





Porque será que há pessoas que temem a democracia participativa ??

A quem, de facto, poderá assustar a participação consciente e voluntária de cidadãos na conduta da democracia de um Estado ?

Afinal temos questões paradigmáticas escondidas na nossa memória colectiva de povo de uma pátria antiga sem grandes dúvidas ou dilemas sociológicos na condução do leme do (nosso) futuro, e grandes temas entrecruzados com a nossa realidade política material.
 

(….)
 

Mas porquê tantos problemas e “tanto susto político” com esta questão da construção pragmática de uma democracia participativa “estendida” ao interior profundo da comunidade de cidadãos portugueses ??
 

Será porque “… a malta política assim não se safa ???...”
 

E o que quererá dizer “Isso” de concreto num formato simples, preciso e conciso, e no contexto institucional do Estado Português ?

Será que é exactamente aquilo que parece ??

(….)
 

Ou talvez não, nem por isso, não parece certo dizer essas coisas de pessoas responsáveis, impolutas e que manifestam um comportamento político e social irrepreensível;

Serão apenas (e só) os nossos padrões sociais apreensivos com o (nosso) futuro colectivo enquanto grupo com interesses estratégicos semelhantes, certamente preocupados em demasia com a (nossa) comunidade de uma mesma Pátria.
 

(….)

As redes sociais enquanto ferramenta participativa na democracia política.
 

Eis um problema grave que parece lesar de forma decisiva “alguns” dos nossos melhores líderes políticos, profissionais interessados a tempo inteiro na conduta global da sua democracia.
 

E esta já descrita preocupação atinge tais dimensões de crise estratégica (muito para além da questão política do “problema”) que envolve meios e procedimentos “de emergência” que se poderiam incluir perfeitamente no foro político de “Segurança e Defesa Nacional”,

Atingindo tal panaceia proporções improváveis que alcançam condutas normalmente conhecidas na “toponímica técnica” e profissional como “Controlo de Multidões e de Tumultos”.

(ou qualquer coisa no mesmo género enfático…)
 

Claro que sou eu a dizer “Isso” (…), mas (normalmente) onde há fumo costuma haver um fogareiro a funcionar,

Neste caso “numa espécie” de modelo técnico adaptado a uma realidade concreta factual mas fictícia de contexto e de seriedade política institucional.
 

(….)

Claro que no contexto académico participar em democracia (na perspectiva teórica do conceito) implica influenciar directamente as decisões políticas;

Por exemplo, influenciar o resultado da votação de um orçamento autárquico e a provável consequente sequência normal de se tornarem necessárias alterações de conteúdo no contexto e na execução orçamental.

Ou até num escalão político superior ao nível do poder central do Estado;

Sendo que o Referendo Eleitoral será a mais evidente e poderosa ferramenta no foro e no âmbito de uma Democracia Participativa.
 

(….)
 

Mas não só,

Hoje em dia participar no fenómeno político nacional (em particular no caso do Estado Português) é matéria conseguida a diferentes níveis da vida comum e colectiva da comunidade.
 

O melhor exemplo será o protagonizado pelas “empresas de media” que num nível corporativo e organizacional tornaram-se poderosos “colossos” de influência directa na conduta e nos destinos da vida política e estratégica de Portugal e dos portugueses.

Tudo numa fisiologia de funcionamento político e estratégico em que o “software operativo” implantado de forma artificial no sistema se torna num Valor Tóxico para o regime político, para a democracia e para o Estado de Direito, e para os interesses da cidadania e dos cidadãos portugueses;

Numa espécie de concessão política corporativa e intencional fazendo parte integrante de um processo de intenções pessoal e privado na natureza e no âmbito da sua dimensão política.


E talvez porque sejam “Estes” (os interesses Media) os mais prejudicados com o fenómeno emergente das redes sociais e da participação política e social indiferenciada da cidadania dos portugueses;

Na medida provável resultante de “Eles” viverem directamente “Disso” e o negócio político e económico armado poder estar ameaçado (…),

E talvez o seu poder político dissolvido, e a capacidade de influenciar comportamentos e decisões desviada para outros quadrantes de poder.

Embora tudo muito incompreensível e, aparentemente, patético no seu conteúdo formal de seriedade política institucional.

Mas parece certo (sendo assim) que a actuação política da comunidade no campus da democracia participativa funciona de forma muito clara e nítida de realismo, embora tudo obedecendo (de forma espontânea) a um perfil de cidadania participativa agnóstica na perspectiva político-partidária.
 

(….)



Fiquemos atentos, pois, ao espectáculo e às cenas dos próximos capítulos.

 



Links de Referência Aconselhada (Ilustração Temática):




 




      3.   http://europa.eu/lisbon_treaty/glance/democracy/index_pt.htm



      4.   http://legio-victrix.blogspot.com/2011/09/democracia-representativa-e-democracia.html



     5.   http://www.oidp.net/pt/index.php



     6.   http://www.lisboaparticipa.pt/pages/orcamentoparticipativo.php/A=7___collection=cml_article