Domingo, 9 de Outubro de 2011

O CARTEIRO DE BUDAPESTE (IV) – AS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

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PARTE 3 - AS ORGANIZAÇÕES NÃO POLÍTICAS NO CAMPUS DA POLÍTICA ACTIVA E DO SHOW TRIDIMENSIONAL
                



 E vice versa no caso do show da política.



Não há Organizações Não Políticas !


Há organizações com “intenções” e interesses específicos que estender-se-ão muito para além da missão organizacional de base, podendo encontrar-se frequentemente comportamentos “organizados corporativamente” manipulados em prol de interesses privados e particulares de “agentes” colaboradores e subscritores da organização original.


Ou seja, todas as organizações com existência legal registada em Portugal têm um móbil organizacional e um perfil de actuação operacional claramente político e corporativo naquilo que respeita à natureza da sua missão.

(…)



Posto “Isto”, de fácil entendimento, importa caracterizar do que falamos aqui.


De forma concreta, quais serão as Organizações Não Políticas que operam no nosso país ??


Já concluímos (pelo nosso “microscópio electrónico”) que nenhuma, mas vamos tentar “falar um pouco mais sobre isto”,

Para dizer que, por definição técnica, serão todas as organizações que na sua estrutura de base e na missão consagrada não encontram uma motivação política nos seus princípios de actuação.


Muito simples,

Mas irreal;



Nestes nossos dias “tudo” o que não estiver corporativamente organizado não existe, ou tem existência virtual na conduta da política institucional do regime democrático português;


Organização essa (uma qualquer aleatória) condenada (por isso mesmo) ao fracasso institucional e à decadência organizacional pela depreciação política (natural) da natureza da sua missão.



Tudo muito claro, muito simples, e muito político naquilo que respeita à política activa no seio do Estado Português.


(…)



A conquista do poder pela estrutura política do regime tornou-se inadiável e imparável na sua conduta operacional de actuação em todos os sectores e actividades afectos ou alheios ao Estado;

O que significará que todas as organizações terão (forçosamente e de uma maneira ou de outra) um controlo organizacional político da actividade desenvolvida, da missão principal e no planeamento dos objectivos estruturais de base.      



(…)



Mas importa olhar para as frases feitas que são os postulados doutrinários que “regulamentam” os conceitos que caracterizam uma “Organização”;

E para esse efeito ilustrei este texto com um pequeno apontamento esclarecedor retirado do link abaixo identificado.

“…

de:



Organizações são unidades sociais deliberadamente construídas para perseguir objectivos específicos.

Amitai Etzioni




Uma organização é uma combinação intencional de pessoas e de tecnologia para atingir um determinado objectivo.

Uma empresa é uma organização. Também o é uma divisão, um departamento ou secção dentro de uma organização maior.

Pessoas, dinheiro e materiais compõem os recursos que ingressam na organização. Bens e serviços saem das organizações.

Entre estas entradas e saídas, recursos são transformados para criação de excedentes.

(Nas empresas, estes excedentes são normalmente chamados de lucros)

Os excedentes ajudam a assegurar a continuidade das organizações.

Se estivéssemos numa classe, em uma faculdade de medicina, poderíamos dissecar cadáveres e identificar as partes do corpo humano.

Encontraríamos partes padronizadas e conjuntos padronizados de partes em cada um deles. Cada cadáver teria coração, fígado, ossos, etc.

E quanto ao interior da organização ?

Será que encontraríamos órgãos vitais padronizados em cada uma delas ?



Organização, s. f. acto ou efeito de organizar; estado do que se acha organizado; constituição física; estrutura; fundação; constituição moral ou intelectual; composição.


Dicionário Brasileiro Globo.
Francisco Fernandes,
Celso Pedro Luft,
F. Marques Guimarães
Claro que sim. Toda a organização tem três partes básicas: pessoas, tarefas e administração. A administração inclui o planeamento, organização, liderança e controle do desempenho das pessoas, organizadas para a tarefa. Outro ponto fundamental sobre as organizações é que elas existem dentro de um meio ambiente. Todas operam dentro de um ambiente que inclui fornecedores, clientes e concorrentes, bem como uma grande variedade de condições legais, económicas, sociais e tecnológicas.



HAMPTON, David R. Administração Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo : McGraw-Hill, 1980.



…”




Um texto bonito,

Mas de constituição formal no seio profundo do Acto Útil da Política Activa que caracteriza a comunidade social politicamente organizada,

Pela simples e singela razão afecta a todo o universo político que disputa o Poder, o Comando e o Controlo da comunidade política.


Ou por palavras diferentes mas actualizadas, “… a política manda em tudo o que existe e acabou com a nossa “Brincadeira Civil” de gente crescida mas com o rosto envelhecido pela rudeza da seriedade do nosso “entretenimento” de vida útil, rústica e activa”.



E ponto final.



(….)



O que é que o Carteiro de Budapeste terá a ver com “Tudo Isto” ??



Infelizmente muita coisa.



E eu terei que admitir que poderá parecer o contrário, mas o carteiro era um “gajo” sério e aprumado,

E levava a sério “a tal brincadeira frutuosa para a comunidade e politicamente conhecida do público em geral”.



Terá tido um certo azar (claro), e hoje pode parecer que tal situação negativa era pateticamente previsível em função do “estado das coisas” e da sorte generalizada da vida comum dos portugueses.


E talvez seja verdade esse discernimento indiscutível para pessoas inteligentes,

O que terá como consequência imediata que o nosso homem (o Carteiro de Budapeste) tivesse sido (de forma virtual mas concreta) uma espécie de “atrasado mental” corajoso e destemido por “enfrentar” as Forças Vivas (“politicamente não organizadas”) do Estado Português.


Outra vez tudo claro e de simples entendimento.



(…)



O show diário e permanente da (nossa) política activa é alegre mas acaba por ser uma chatice porque não consegue dar-se bem com ele (…),

Com o carteiro, “claro”.


A própria natureza da nossa vida colectiva, em função da história comum antiga e hereditária, não ajuda a tal evento de paz e progresso político e social,

E a conduta operacional político-partidária (pró-activa) também não.



Mas não deixa de não ser curioso, na realidade dos factos e numa perspectiva cultural, que ele (o carteiro) nunca tivesse tido qualquer espécie de intenção de enfrentá-la (à política organizada do Estado e à outra que vivia na clandestinidade, ambas as duas em uníssono da missão) de uma forma intencional e decisiva;


Que viesse a conduzir a resultados “palpáveis”, que (no entanto) vieram a acontecer de facto e de verdade tal era a doença e a “carência de afectos” materiais e sociais que envolvia o povo português.


Tudo sem mácula ou intenção por parte do Carteiro de Budapeste.


(o que é uma confissão verdadeira que tem que ser feita em abono da verdade histórica)



(…)



É importante um “pequeno registo histórico” que é mais ou menos assim:

_ Parece (de facto provado) que o Julgamento de Direito (e Histórico) das pessoas envolvidas nos factos e da própria vida “normal” dos portugueses, e da comunidade respectiva em geral, pode e deve ser feito no meio da rua (e debaixo de uma “chuva de pedra política” de preferência) porque “Isso” dará muito mais lucro a todos os “Agiotas Políticos” interessados, e dinheiro profuso e bem vivo para as mãos dos interesses organizados e instalados à mesa do (nosso) reino.

E provavelmente eu direi “Isto” porque (enfim…) é aquilo que parece à vista desarmada (ou armada) de qualquer “observação” que dê um mínimo de atenção a este Fenómeno político, social e cultural.



(…)



Muito fica por contar neste item mas “não haverá mal para o mundo”, tal matéria fica para o entendimento dos carolas que se dedicam à demanda deste tema.


 
(……..)