PARTE 3 - AS ORGANIZAÇÕES NÃO POLÍTICAS NO
CAMPUS DA POLÍTICA ACTIVA E DO SHOW TRIDIMENSIONAL
E
vice versa no caso do show da política.
Não
há Organizações Não Políticas !
Há
organizações com “intenções” e interesses específicos que estender-se-ão muito
para além da missão organizacional de base, podendo encontrar-se frequentemente
comportamentos “organizados corporativamente” manipulados em prol de interesses
privados e particulares de “agentes” colaboradores e subscritores da
organização original.
Ou
seja, todas as organizações com existência legal registada em Portugal têm um
móbil organizacional e um perfil de actuação operacional claramente político e
corporativo naquilo que respeita à natureza da sua missão.
(…)
Posto
“Isto”, de fácil entendimento, importa caracterizar do que falamos aqui.
De
forma concreta, quais serão as Organizações Não Políticas que operam no nosso
país ??
Já
concluímos (pelo nosso “microscópio electrónico”) que nenhuma, mas vamos tentar
“falar um pouco mais sobre isto”,
Para
dizer que, por definição técnica, serão todas as organizações que na sua
estrutura de base e na missão consagrada não encontram uma motivação política nos
seus princípios de actuação.
Muito
simples,
Mas
irreal;
Nestes
nossos dias “tudo” o que não estiver corporativamente organizado não existe, ou
tem existência virtual na conduta da política institucional do regime democrático
português;
Organização
essa (uma qualquer aleatória) condenada (por isso mesmo) ao fracasso
institucional e à decadência organizacional pela depreciação política (natural)
da natureza da sua missão.
Tudo
muito claro, muito simples, e muito político naquilo que respeita à política activa
no seio do Estado Português.
(…)
A
conquista do poder pela estrutura política do regime tornou-se inadiável e
imparável na sua conduta operacional de actuação em todos os sectores e
actividades afectos ou alheios ao Estado;
O
que significará que todas as organizações terão (forçosamente e de uma maneira
ou de outra) um controlo organizacional político da actividade desenvolvida, da
missão principal e no planeamento dos objectivos estruturais de base.
(…)
Mas
importa olhar para as frases feitas que são os postulados doutrinários que
“regulamentam” os conceitos que caracterizam uma “Organização”;
E
para esse efeito ilustrei este texto com um pequeno apontamento esclarecedor
retirado do link abaixo identificado.
“…
de:
Organizações são unidades sociais deliberadamente construídas para perseguir objectivos específicos.
Amitai Etzioni
Uma organização é uma combinação
intencional de pessoas e de tecnologia para atingir um determinado objectivo.
Uma empresa é uma organização. Também o é
uma divisão, um departamento ou secção dentro de uma organização maior.
Pessoas, dinheiro e materiais compõem os
recursos que ingressam na organização. Bens e serviços saem das organizações.
Entre estas entradas e saídas, recursos
são transformados para criação de excedentes.
(Nas empresas, estes excedentes são
normalmente chamados de lucros)
Os excedentes ajudam a assegurar a
continuidade das organizações.
Se estivéssemos numa classe, em uma
faculdade de medicina, poderíamos dissecar cadáveres e identificar as partes do
corpo humano.
Encontraríamos partes padronizadas e
conjuntos padronizados de partes em cada um deles. Cada cadáver teria coração,
fígado, ossos, etc.
E quanto ao interior da organização ?
Será que encontraríamos órgãos vitais
padronizados em cada uma delas ?
|
Claro que sim. Toda a organização tem três partes
básicas: pessoas, tarefas e administração. A administração
inclui o planeamento, organização, liderança e controle do
desempenho das pessoas, organizadas para a tarefa. Outro ponto fundamental
sobre as organizações é que elas existem dentro de um meio ambiente. Todas
operam dentro de um ambiente que inclui fornecedores, clientes e
concorrentes, bem como uma grande variedade de condições legais, económicas,
sociais e tecnológicas.
|
HAMPTON, David R. Administração
Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo : McGraw-Hill, 1980.
…”
Um
texto bonito,
Mas
de constituição formal no seio profundo do Acto Útil da Política Activa que
caracteriza a comunidade social politicamente organizada,
Pela
simples e singela razão afecta a todo o universo político que disputa o Poder, o
Comando e o Controlo da comunidade política.
Ou
por palavras diferentes mas actualizadas, “… a política manda em tudo o que
existe e acabou com a nossa “Brincadeira Civil” de gente crescida mas com o rosto
envelhecido pela rudeza da seriedade do nosso “entretenimento” de vida útil,
rústica e activa”.
E ponto
final.
(….)
O
que é que o Carteiro de Budapeste terá a ver com “Tudo Isto” ??
Infelizmente
muita coisa.
E
eu terei que admitir que poderá parecer o contrário, mas o carteiro era um
“gajo” sério e aprumado,
E
levava a sério “a tal brincadeira frutuosa para a comunidade e politicamente conhecida
do público em geral”.
Terá
tido um certo azar (claro), e hoje pode parecer que tal situação negativa era pateticamente
previsível em função do “estado das coisas” e da sorte generalizada da vida
comum dos portugueses.
E
talvez seja verdade esse discernimento indiscutível para pessoas inteligentes,
O
que terá como consequência imediata que o nosso homem (o Carteiro de Budapeste)
tivesse sido (de forma virtual mas concreta) uma espécie de “atrasado mental”
corajoso e destemido por “enfrentar” as Forças Vivas (“politicamente não organizadas”)
do Estado Português.
Outra
vez tudo claro e de simples entendimento.
(…)
O
show diário e permanente da (nossa) política activa é alegre mas acaba por ser
uma chatice porque não consegue dar-se bem com ele (…),
Com
o carteiro, “claro”.
A
própria natureza da nossa vida colectiva, em função da história comum antiga e hereditária,
não ajuda a tal evento de paz e progresso político e social,
E a
conduta operacional político-partidária (pró-activa) também não.
Mas
não deixa de não ser curioso, na realidade dos factos e numa perspectiva
cultural, que ele (o carteiro) nunca tivesse tido qualquer espécie de intenção
de enfrentá-la (à política organizada do Estado e à outra que vivia na
clandestinidade, ambas as duas em uníssono da missão) de uma forma intencional
e decisiva;
Que
viesse a conduzir a resultados “palpáveis”, que (no entanto) vieram a acontecer
de facto e de verdade tal era a doença e a “carência de afectos” materiais e
sociais que envolvia o povo português.
Tudo
sem mácula ou intenção por parte do Carteiro de Budapeste.
(o
que é uma confissão verdadeira que tem que ser feita em abono da verdade
histórica)
(…)
É
importante um “pequeno registo histórico” que é mais ou menos assim:
_ Parece
(de facto provado) que o Julgamento de Direito (e Histórico) das pessoas envolvidas
nos factos e da própria vida “normal” dos portugueses, e da comunidade respectiva
em geral, pode e deve ser feito no meio da rua (e debaixo de uma “chuva de pedra
política” de preferência) porque “Isso” dará muito mais lucro a todos os
“Agiotas Políticos” interessados, e dinheiro profuso e bem vivo para as mãos
dos interesses organizados e instalados à mesa do (nosso) reino.
E provavelmente
eu direi “Isto” porque (enfim…) é aquilo que parece à vista desarmada (ou armada)
de qualquer “observação” que dê um mínimo de atenção a este Fenómeno político,
social e cultural.
(…)
Muito
fica por contar neste item mas “não haverá mal para o mundo”, tal matéria fica
para o entendimento dos carolas que se dedicam à demanda deste tema.
(……..)